
PROFUNDA
São técnicas que buscam recuperar além da capacidade funcional, também a estrutural de um pavimento, trabalhando-se também as camadas subjacentes ao revestimento.
A reciclagem profunda ou Full Depth Reclamation – FDR, é uma técnica de reabilitação na qual o revestimento e uma quantidade pré-determinada de material subjacente (base, sub-base ou sub-leito) são pulverizados e misturados uniformemente para fornecer um material de base melhorado e homogeneizado.
Quando se define pelo uso da reciclagem profunda como solução de reabilitação, tem-se a intenção de eliminar trincas existentes no pavimento, reutilizar os materiais que se encontram na pista e construir uma nova base com capacidade estrutural compatível com a necessidade do tráfego dentro da vida útil de projeto.
As diversas técnicas de reciclagem profunda trabalham sempre a frio e se diferenciam pelo tipo de agregado, material, aditivo ou aglutinante utilizado.
As misturas resultantes da reciclagem profunda são basicamente:
Muitas vezes, para se manter ou aumentar a resistência, durabilidade e reduzir a suscetibilidade do material à umidade ou ainda para melhorar propriedades mecânicas do material a ser tratado, precisamos adicionar agentes estabilizantes. Estes podem ser adicionados previamente ou durante o processo de reciclagem:
O cimento portland é o agente mais utilizado em obras de reciclagem. Entre as razões que contribuem para isto estão sua alta disponibilidade e confiabilidade.
Adiciona-se cimento portland para se aumentar a resistência estrutural e reduzir a suscetibilidade do material à umidade.
A estabilização com cimento trabalha melhor em materiais com IP menor que 10 e a com cal em materiais mais plásticos.
O aumento na rigidez resulta em grande parte, da quantidade de agente, cal ou cimento, que é adicionada, mas também é afetada pelo tipo de material que está sendo tratado, assim com pela curva granulométrica resultante do processo de pulverização e homogeneização.
Entretanto, ao contrário de muitas opiniões, a adição de maior quantidade de agente estabilizador para obter resistências mais elevadas pode ser prejudicial ao desempenho da camada.
A base com cimento tende a ser quebradiça. O aumento da resistência aumenta esta tendência, com uma conseqüente redução nas propriedades de fadiga e vida útil da camada estabilizada. Isto sem dúvida leva à proliferação de trincas com a constante carga de tráfego.
É, portanto, fundamental que os requisitos de desempenho da camada a ser estabilizada sejam obedecidos e um projeto de mistura seja realizado a fim de determinar a taxa de aplicação correta.
A espuma de asfalto é formada através da injeção controlada, numa câmara de expansão, de pequena porcentagem de água (2% a 2,5% em peso do CAP) e ar, na temperatura ambiente, em CAP quente.
As propriedades físicas do CAP são alteradas temporariamente com a injeção da água, que em contato com o CAP quente, transforma-se em vapor, formando milhares de minúsculas bolhas com betume.
A “espuma” formada, se dissipa rapidamente, em menos de 1 minuto, e o CAP retorna à suas propriedades iniciais.
Para que possamos produzir uma camada tratada com espuma, devemos promover a mistura dos materiais, enquanto o CAP está na forma de espuma.
Durante o processo da mistura, o “CAP espumado” é seletivo e prefere se dispersar nas partículas finas dos agregados, em especial naquelas que passam na #40.
Durante o processo de mistura e de ruptura das “bolhas de asfalto”, da “espuma de asfalto”, apenas uma diminuta porcentagem é absorvida pelos agregados graúdos, resultando numa cobertura apenas parcial destes agregados.
Desta forma, a coesão da mistura é promovida pelo “mastique asfáltico” formado pelas partículas finas dos agregados que foram recobertas com CAP.
Não se trata, portanto, de um processo químico como no caso das reciclagens com emulsão, e à quente, que utilizam agentes rejuvenescedores e emulsificantes químicos.
No caso da espuma, é um processo totalmente físico. Não se busca rejuvenescer o revestimento asfáltico existente na pista, mas sim transforma-lo numa nova base, tendo como agente aglutinante o CAP, utilizando para isto um artifício, espuma-lo.
SUPERFICIAL
São técnicas que objetivam a recuperação da capacidade funcional de um pavimento, trabalhando-se apenas a camada superior, o revestimento.
As técnicas de reciclagem superficial, de revestimento, estão mais associadas a restauração da capacidade funcional da via, não sendo aplicáveis quando existirem problemas nas camadas inferiores do pavimento.
